a beleza dos papéis é também a sua fraqueza
houve um tempo que eu escrevia tanto nos papéis que eles eram
como meus membros frágeis. isso poucos sabem - e esses que sabem
me viam só nesse vai e vem de folhas, a cada dia mais irritante, que
eu parecia um bicho escritor :
- Ele só sabe fazer isso por aqui.
era na verdade da liberdade da folha que eu queria falar
elas voavam a todo tempo pra longe num arrancar da pele minha -
foram parar lá nos outros e eu fiquei com as metamorfoses, essas
aqui tambem ainda ocorrem, mas não tão intensas quanto naquele
tempo dos multi poemas.
as asas... , elas aparecem num ligeiro e singelo instante, te dizem
pouco e é só isso mesmo - o que é livre e sábio é o tão somente
simples - ao alcance de todos. liberdade eu aprendi, foi esse vai e vem
de ventos novos na vida que podem ou não soprar ao nosso favor.
gosto dela mesmo e por isso sento aqui e ali e escrevo.
diabos, há tantas coisas pra falar das folhas que me perdi
imagina
ia falar algo como : escrever no papel e o papel de escrever........
Mas isso deveria ser uma apresentação para esse blog , não é ?
Como sempre,
eu me despenco nos multipoemas, ( como o que eu estava
começando), e os multi protestos, (como o que eu ia começar)...
vamos com calma, chóulos. este é só o começo
senão será como na vida, onde quase ninguem se entende bem.
No Estado Físico, é que eu perdo os papéis, ficam em bolsos alheios e
nas minhas mochilas mofadas
No blog não some, Maneiro !
Nenhum comentário:
Postar um comentário