domingo, 21 de agosto de 2011

embora ir embora, nunca se vai.

a primavera ou seja o que for estava acontecendo lá fora, -  e o mais importante pra mim era combinar meus braços aos seus no escuro. e o fruto do compromisso é a saudade, a saudade que eu sinto quando você vai
mas não volta e cai encima de mim. quando não volta mais e sequer olha pra trás porque vou te beijar e dizer
qualquer graça pra você ficar. sim, também tenho o que fazer, arrumar a casa e preparar o jantar, - o diabo é que tudo tem um pouco de você.




tive de lidar com o cheiro das suas roupas
e os pedaços de alma deixados no sofá
que atravancavam meus movimentos
tive que lidar com isso, muito só


não foi por completo, não é ?
ficou por aqui dentro das entranhas
tanto que fico receoso de abrir as janelas
lido com isso por aqui, muito só


no começo é tão bonito - mas vai ficando imenso, majestoso, onip...
e você 
foi embora


onipotente, eu tenho o medo ansioso do que vai rolar na vida a diante, você..., embora isso,
foi-se por aí


mas ainda sim dentro de mim, nunca pra fora - porque é saudade que fica quando você vai embora.














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