segunda-feira, 29 de agosto de 2011

desconstrução

teve um dia que parei de ficar tumultuando o oceano do meu peito - ele calou-se de cansaço e disse : " - percebeu agora?" , e eu : " - ...quem sabe, acho que sim." começou então a esvaziar de mansinho e depois acabou-se numa queda só. debaixo daquilo era só um menino com lapiseira na mão que teimava nos desenhos e imaginações. por muito, ficara a desenhar seus desejos, seus obstáculos e medos até chegar no projeto maior - que era aquele mar quase que incontrolável. mas acabou, já estava prestes a escrever mais um poema para alguém, ( aquele vai e vem maldito, sabe...), só que morreram desde então, muitas palavras e idéias, ficou só o que é real  :

o que será que eu lhe dizia?
falava muito - sobre o que era?
o que pensava ela?
- ela queria sonhar


seu rosto. Há quanto tempo ?
suas mãos ainda cabiam nas minhas?

ela tinha uma máxima ou não tinha?
- queria ficar em paz !


estar assim tranquila 
sem mim, antes de tudo
me esquecer num sono profundo
e se perder no tempo


não sentir medo. disse :"- livre-me
das suas malditas astúcias 
das melosas injúrias 
enfim, todas as suas perguntas
que já não aguento mais ! " 








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