sábado, 20 de agosto de 2011

o protesto do jovem velho

além da guerra, existem homens - que não estão interessados em ganhar, e sim, voltar pra casa
além da cidade, há felicidade - alguem que quer descansar perante uma simples sacada
no final, soldado e cidadão, você tinha de olhar ao seu redor e ver quem te meteu nessa roubada
porque você nunca teve armas
aquelas necessárias
pra sair da sua solidão
a sua nação nunca cantou por morte
então você representa o nada


e representar o nada, os interesses e as tarefas árduas dos outros é o que há de mais perigoso no mundo
Remarque, Bob Dylan - eles já disseram um dia - dentro do front e de melodias
e mais uma vez, eu escrevo-lhes uma poesia :





juventude?!
somos uns velhos 
correndo por títulos
diversões aos domingos
não, juventude, não
são vontades irremediaveis
aliviando as saudades
os traumas da materialidade
Os parques que demoliram
para nossos futuros empregos

e o que fazer quando estamos absurdamente perdidos?
inseridos na cidade
ficamos passivos
velhos passivos
O dia corre
nos dá medo
nos joga no chão
e brinca com a gente
desde cedo. 
A gente faz o serviço
nos pagam por isso
vive falsos compromissos
nos roubam políticos
temos leves sorrisos
de felicidade?!
de juventude?!


Isso é uma falácia, senhor
nós somos teus servos, não é
Ricos, nós somos os contábeis - maquinistas
e os assistentes dos assistentes dos intelectuais e cientistas
eis a nossa rotina 
numa viagem infinita
que chegaremos daqui a séculos
mas até lá
somos uns velhos






Nenhum comentário:

Postar um comentário