antes, muito antes do valores e dos serviços prestados que nos escravizam. a gente contempla, olha pro céu sozinho quando todos estão dormindo e fica esperando pois já vai ser revelado um segredo. e têm umas montanhas no horizonte com quem tentamos falar - somos um artistas de início, cada um de nós, será que vocês lembram de nossas encenações, daqueles teatros e corridas sem direção ?
esses poemas aqui são de pura contemplação da terra, dos outros, de um mundo sem senhores donos
é de pura paixão :
tão frágeis os olhos dos apaixonados
é ele que entra em cena, se apresenta
aparece e parece um louco, se junta e se desdobra
desnorteado um pouco, brincando pele escola
fica de pé, anda mil passos e depois se senta
traz consigo um amigo - uma banda estilo anos setenta
um blues ou um rip rop coreano que incorpora
inventando passos de dança e de luta a toda hora
tão disperso e perdido que ninguém aguenta
mais palhaçadas colaterais
me vem uma sensação que de que estou sem caminho
é o envolvimento que me traz o vento e decido segui-lo
creio que estou a procura-la em todos os lados
talvez por ela é que são tão frágeis os olhos dos apaixonados
é que longe de meus amigos palhaços
me caí a maquiagem pelas lágrimas e sonhos pesados
foi por tanto querer que um dia tropeçamos
e num distraído encanto foi por ela que nos apaixonamos
coração regente, (malabares desequilibrados)
mal sei o que é, não tenho notícias do coração
tento segurá-lo mas me escapa com perfeição
não quer me falar sobre o que sinto por ela
então me tranca sem explicação como um bandido numa cela
me faz de louco esse coração desconsertado
agora qualquer ato dela me faz desequilibrado
espero que um dia ela sinta que eu a quero
pra que ela me ame e deixe meus malabares mais belos
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