o poeta que ouve o rio que corre
e nunca morre - sua vida são as águas cantando o que acontece e o que vai caindo em segundos e séculos
olhe a terra - muitas cores, não ?
muitos tons de cor e canção
do pequeno vilarejo que se esconde na nação o poeta passou ali a escutar :
o
que
que
se
ama
por aqui ?
desceu as escadas do templo - a vida é um templo e alguns se aventuram em descer para encontrar os
infinitos e estreitos caminhos
e a pequenice das mãos do homem
e a pequenice das mãos da mulher
é que temos de enfrentar o mesmo
sombrio destino.
andar na desgraça e na felicidade paralela
no que foi concedido de bom e ruim pra ele e ela
na estrada que vamos deixando incompleta
no vento que voltara esculpido ou pintado como uma tela
sempre paralela : desejo seja lá quem deseja, SINA ALELA
e nesses caminhos escuros que nos desfazemos no medo e no sorriso que quer combater a falta de sol verdadeiro. nos igualamos porque mesmo distantes, OS AMORES E DORES são paralelos - UM A UM.
são detritos e mais detritos que gritam no fundo da terra, pulam e agitam querendo mostrar que são certas no que sentem.
o poeta pode senti-los - em ligeiros segundos
os escândalos de todos profundos
o mundo
é
uma
espinha
dorsal
,
uma
linha
bonita
finita
na
veia
mais
plena.
volto logo.
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