quarta-feira, 14 de setembro de 2011

deus, a dor, o senhor, o valor,


diria que fico muito sensível quando penso no quanto somos exigentes com tudo. e por que diabos precisamos ser tão escravos pra parecermos bonitos ? .   é cada vez mais difícil ser ocidental. e cada dia mais alguém vai me dizer que eu deveria estar me aprimorando, que não devia estar dormindo tanto porque a gente ja está na véspera de.....................PRATICAMENTE TUDO QUE SE POSSA IMAGINAR
( ESTOU ESCRITO ATÉ PARA IR PARA A PUTA QUE TE PARIU). além de muita coisa que há mundo afora, existe a estética social e a postura - e eu não fui treinado pra aguentar esse tipo de dor, por isso a gente chora um dia, encontra nas leituras humanistas um possível ombro amigo. encontra na rebeldia uma saída 


me olha de cima 
o que procura são mensagens 
em meus ombros e outras partes
ligadas em minha vida

a minha vida não importa
o que vale são meus sonhos 
eles colhem os escombros
desse mundo quebradiço

quem foi que te disse sobre mim?
e os meus passos sozinhos
da praça até a sala de jantar

eu estou no cais maldito
e sinto frio ao caminhar
e o deus do mar reclama assim :

" - menino, ainda não chore
pois há muito trabalho
sofrerás muito retalho
antes de ser  homem"

meus planos estão mortos
sejam pra qualquer senhor
querendo me impor valor
me tornando esbelto ou torto

eu disse : " - sua função é vazia
pra quem livre é
e não sonha de pé
enquanto a vida brilha "

e a vida brilhou nas pernas
subiu num estralo das costas
gritou na presença dessa gente ocidental

que vende eletrônicos
que passa cremes nos cabelos
que pisam nos pés de si mesmos e se batem dentro de um vagão

e eu estou acordando porque essa é a realidade


mas só acordando mesmo eu vou me encontrar

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